Tenho frêmitos fagueiros em meu peito.
Uma agonia interna, um não sei o quê que não se aquieta.
Assim assim. Suspiros. De respiros e de açúcar.
Não sou muito chegada mas hoje eu bem que queria.
Daqueles com chocolate por cima, bem doce.
Para amainar o coração aos pulos enlouquecidos, será?
Não sei. Só sei que sei cada vez menos.
Sobre as coisas todas, pessoas, tudos.
As idéias mudam como a vida, e o que é
agora pode não ser mais daqui a pouco.
Mas tem algo que eu sei e que não muda
e é uma certeza assim absoluta, sub.luta,
ainda que não saiba explicar como veio parar aqui.
Sei que é muito e enorme e não cabe dentro e me sacode
e me faz querer sair por aí soltando beijos
para o vento em saias rodadas.
E eu me rendi então, há muito tempo...
A essa inconstância constante cortante
navalha afiada cravada em mim.
Amor.
17 de abr. de 2009
30 de mar. de 2009
Sem sair do lugar
Ai ai, hoje eu tô lôca.
Mais que nunca.
Nem sei, um desequilíbrio.
Eu saio de uma viagem
pra outra e a vida parece
ser uma sucessão de viagens.
Todas interiores, dentro
da minha própria cabeça.
E eu não páro nunca e
nunca estou no mesmo lugar.
Mesmo sem sair da sala.
E isso é bom e ruim.
Tem dias que eu penso demais.
Mais que nunca.
Nem sei, um desequilíbrio.
Eu saio de uma viagem
pra outra e a vida parece
ser uma sucessão de viagens.
Todas interiores, dentro
da minha própria cabeça.
E eu não páro nunca e
nunca estou no mesmo lugar.
Mesmo sem sair da sala.
E isso é bom e ruim.
Tem dias que eu penso demais.
27 de mar. de 2009
Acenda as luzes no seu coração
É amanhã! Você também pode fazer a diferença.
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http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/
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Por amor ao verde
12 de mar. de 2009
A origem dos bigodes.
''É preciso provocar sistematicamente confusão, pois isso promove a criatividade.
Tudo aquilo que é contraditório gera vida.''
Salvador Dali.
Tenho lido os diários de Dali.
Impressionadíssima.
Muito me identifiquei com o cidadão,
não pela qualidade das artes,
não tenho essa pretensão.
Mas pela maneira como escreve
sobre si mesmo, sobre os loucos e a loucura,
uma coisa absolutamente normal
e inerente a todo ser humano.
Pobre de quem nega a própria loucura, pois
bom mesmo é apoderar-se dela e usá-la a seu favor.
Fiquei maravilhada com as reflexões feitas sobre Nietzsche, e
mais ainda ao descobrir a origem dos bigodes...
Ponderando a respeito de uma frase de Garcia Lorca
'os bigodes são a constante trágica do rosto de um homem'
meu nobre amigo surrealista conclui então, com entusiasmo infantil:
'...até nos bigodes eu iria sobrepujar Nietzsche!!!
Os meus não seriam deprimentes, catastróficos,
sobrecarregados de música wagneriana e brumas. Não!
Seriam esguios e elegantes, imperialistas, ultra racionalistas
e assestados para o céu!'
Quando eu iria imaginar que aqueles lindos bigodes dalianos
seriam uma resposta aos bigodes de taturana do filósofo...
Pois bem. Muito satisfeita também com a descoberta
de que o cidadão era um desastrado, escandaloso
e onomatopéico, entre outras características adoráveis!
Um homem capaz de correr pelas ruas da cidade,
de pijamas e com uma alpercata perdida, aos gritos,
para salvar uma obra de arte da ruína.
Quem bom, muito bom mesmo.
Feliz.
Me inspirei.
Vou correndo para os pincéis.
Até a próxima.
9 de mar. de 2009
Certeza
Posso até viver com a cabeça no céu
e com a alma solta no vento...
Mas tenho o coração no centro
e os pés bem plantados, como raízes, no chão.
E estou sempre em busca do equilíbrio
não importa o tamanho da loucura.
.
.
.
E o que eu quero é uma alegre loucura, sempre.
e com a alma solta no vento...
Mas tenho o coração no centro
e os pés bem plantados, como raízes, no chão.
E estou sempre em busca do equilíbrio
não importa o tamanho da loucura.
.
.
.
E o que eu quero é uma alegre loucura, sempre.
8 de mar. de 2009
Pra bom entendedor...
Tão bom.
Abrir o jogo, lavar a alma.
Dizer o que sente e pensa.
Leve leve...
Solta no ar.
Queria que todos tivessem essa tranquilidade.
Abrir o jogo, lavar a alma.
Dizer o que sente e pensa.
Leve leve...
Solta no ar.
Queria que todos tivessem essa tranquilidade.
7 de mar. de 2009
...
Ai, ai, ai...
Não sei realmente o que fazer
quando você chega pra mim com essas questões.
Talvez eu te deva um pedido de desculpas sim, talvez não.
Afinal, não me sinto culpada de nada.
A culpa não existe, entende?
Sei o que eu sinto e ponto.
Assim é que é.
Não há o que fazer.
Eu sei de mim.
Você sabe de você?
Não sei realmente o que fazer
quando você chega pra mim com essas questões.
Talvez eu te deva um pedido de desculpas sim, talvez não.
Afinal, não me sinto culpada de nada.
A culpa não existe, entende?
Sei o que eu sinto e ponto.
Assim é que é.
Não há o que fazer.
Eu sei de mim.
Você sabe de você?
5 de mar. de 2009
Cansada das águas de março.
Acho que o tempo tem passado mais devagar
nesses últimos dias... Esse frio, meias nos pés,
uma vontade de alguma coisa que eu não sei o que é.
E essa chuva que não passa, que deixa o céu cinza,
a vista cinza, a cabeça cinza... nem é pessimismo não.
Nem tristeza nem nada. É falta de sol, sabe?
Vários dias já, sem que ele dê o ar da graça.
Tô acostumada com isso não. Impaciência.
Crise de abstinência.
De sol.
E olha que o mês tá só começando.
nesses últimos dias... Esse frio, meias nos pés,
uma vontade de alguma coisa que eu não sei o que é.
E essa chuva que não passa, que deixa o céu cinza,
a vista cinza, a cabeça cinza... nem é pessimismo não.
Nem tristeza nem nada. É falta de sol, sabe?
Vários dias já, sem que ele dê o ar da graça.
Tô acostumada com isso não. Impaciência.
Crise de abstinência.
De sol.
E olha que o mês tá só começando.
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